E aquelas
sensações de leveza e flutuar já me abandonaram.
O brilho do
escuro quando os olhos cerram já não são mais encontrados facilmente.
Sujeira, gritos
e sussurros, imagens distorcidas, cenas sem razão, nada faz sentido na mente do
caos. O caos não é controlável. Minha mente não tem paz.
Saudade de
quando eu era puro e inocente e nem sequer tinha certeza do que estava
acontecendo. Era fácil como correr, incrível como gritar e inofensivo como
carinho de mãe.
E o dom se
busca? E o dom se perde? E o dom se aprende?
Tentativa e
frustração.
“Eles já são
carrascos e vítimas do próprio mecanismo que criaram” disse Raul.
Acho que agora
estou começando a entender. Ou não.
“Tem gente que
passa a vida inteira travando uma inútil luta com os galhos, sem saber que é lá
no tronco que está o coringa do baralho”.
Vontade,
vontade, vontade! Volte meus 11 anos, onde eu já desconfiava da Verdade
Absoluta.

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