Por sms, Sr. Sem Fala me compara com outros
rapazes. Disse que foi muito diferente entre nós, e desde que ele me curtiu, não
curtiu mais ninguém com tanta intensidade.
Confessou que o último cara com quem saiu – casado,
a esposa havia viajado – gozou em cinco minutos, e não se importou com ele.
“Fundo do poço” pensei. Fundo, fundo, fundo do
poço! E a conclusão que cheguei é de que a gente tem exatamente o que merece. Ninguém
nos obriga a sofrer. Ninguém nos obriga a viver num mundo de superficialidade,
ou num mundo paralelo de glamour. Vivemos a vida que escolhemos.
Quando eu era mais jovem, achava que minhas frustrações
iam todas acabar quando eu me assumisse. Doce ilusão. Elas só mudaram de
origem. Minha orientação sexual, hoje, é a menor das minhas neuras.
Baladinha agora. Algo me diz que é melhor não sair
de casa. Que todos os meus deuses me guiem!
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