sábado, 30 de abril de 2011

Fundo do poço

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Por sms, Sr. Sem Fala me compara com outros rapazes. Disse que foi muito diferente entre nós, e desde que ele me curtiu, não curtiu mais ninguém com tanta intensidade.
Confessou que o último cara com quem saiu – casado, a esposa havia viajado – gozou em cinco minutos, e não se importou com ele.
“Fundo do poço” pensei. Fundo, fundo, fundo do poço! E a conclusão que cheguei é de que a gente tem exatamente o que merece. Ninguém nos obriga a sofrer. Ninguém nos obriga a viver num mundo de superficialidade, ou num mundo paralelo de glamour. Vivemos a vida que escolhemos.
Quando eu era mais jovem, achava que minhas frustrações iam todas acabar quando eu me assumisse. Doce ilusão. Elas só mudaram de origem. Minha orientação sexual, hoje, é a menor das minhas neuras.
Baladinha agora. Algo me diz que é melhor não sair de casa. Que todos os meus deuses me guiem!

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