domingo, 28 de agosto de 2011

Entrelinhas

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Algumas pessoas são peritas em distorcer o que as outras falam. Existe uma grande diferença entre o que eu falo, literalmente, e o que as pessoas entendem daquilo que eu falei.
Será que eu que não sei expressar-me bem? Ou será que as pessoas assimilam exatamente aquilo que querem? Ou então, só entendem aquilo que acham que devam entender?  Ou estão tão profundamente mergulhadas em si mesmo que aquilo que ouvem não pode ser senão extensões de si mesmo através da fala do outro?
Caso eu queira dizer que gosto muito de azul, minha fala será “Gosto muito de azul!”. Agora, o que a outra pessoa entende? “Esse rapaz não gosta de vermelho!”. NÃO! Não que eu não goste de vermelho, não tire conclusões precipitadas de mim! O que eu falei, e fui bem claro nesse sentido, é que GOSTO MUITO de azul. Nem sequer usei a palavra vermelho!
Algumas pessoas, realmente, tem esse dom de distorcer o que os outros falam.
Caso tenho que de alguma forma me posicionar sobre determinado assunto (ainda que eu ache que determinados assuntos a gente não tenha que se posicionar, ou simplesmente dar-se o direito de não fazê-lo), a minha posição não exclui a outra! Como no caso do azul, eu gostando de azul não exclui a possiblidade de gostar TAMBÉM do vermelho.
Por isso tento me manter o mais literal possível, e seja qual forma de expressão que estiver usando, vou procurar passar a mensagem claramente daquilo que realmente quero dizer. As entrelinhas servem para serem usadas, mas prefiro abrir mão delas para um melhor entendimento!

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