quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sobre o uso de drogas

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Agora eu estou aqui. Por quê? Onde eu estava antes? Não interessa muito o lugar. Na verdade mesmo, o lugar não muda. O que muda é o estado de consciência. Eu não considero que isso seja uma coisa ruim. Na verdade, isso faz parte de um todo. Conhecer novas possibilidades de consciência faz parte do processo auto evolutivo que está acontecendo na humanidade.
Cada um deve assumir-se assim como é. Sem restrições, sem interferências da mente. As drogas podem facilitar o novo entendimento de mundo ao qual temos agora. Não sou a favor que as pessoas utilizem drogas, e, por outro lado, não sou contra o uso. Depois de um caminho percorrido, acho que cada vez mais as pessoas devem ficar no estado normal de consciência, mas, considero que as drogas podem auxiliar no novo olhar, um novo padrão, para que as pessoas comecem a perceber que o estado normal de consciência, aquele estado que é condicionado pela mente, seja posto em questão.

Seguindo essa linha de pensamento, não se deve ao acaso, ritos de antigas religiões utilizarem drogas psicoativas para alterarem o estado de consciência. O estado de consciência pode ser alterado, e isso não fornece novidade a ninguém. Mas a maneira com que as mesmas são utilizadas é, de certa forma, importante.
Caso o uso de drogas seja feito com finalidade exclusivamente religiosa, como o caso da Ayahuasca, considero de certa forma, relevante. Mas os usos de ervas naturais indiscriminadamente utilizados não podem indicar nenhum caminho evolutivo. Caso o relaxamento e o “sentir-se” não existam, não há como justificar o uso para algo maior.
Quando digo que o uso de drogas pode ajudar na evolução da consciência, não digo que ajudam por si só. A pessoa deve estar consciente que utiliza aquilo para um fim maior. O uso pode indicar para a pessoa uma nova forma de ver as coisas, uma nova forma de pensamentos, mas o processo evolutivo não pode se dar em um estado alterado de consciência.

O estado alterado de consciência pode mostrar que a consciência a qual estamos restritos não é, de nenhuma forma, uma consciência única. A consciência possui inúmeras formas, e posso dizer que a única possibilidade de infinito se dá através da consciência humana. Mas, por outro lado, esse infinito só pode ser alcançado através de um estado saudável e sem manipulações exteriores. O cérebro possui uma farmácia interna. Quando aprenderemos a obter controle sobre isso?

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