terça-feira, 8 de março de 2011

Badflogin

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Vou contar umas das experiências mais “extremas” que já fiz na vida. Claro, para muitos isso é baboseira. Não curto isso de drogas. Mesmo sendo jovem, e sabendo que talvez eu me arrependa no futuro de alguma coisa que não fiz, prefiro me manter distante disso. Afinal, a efervescia da juventude não é eterna e é justamente o momento que devemos nos preservar para o futuro próximo.
Segunda de carnaval. Semanas antes tinha encontrado um amigo de Porto Alegre, e ele me falou algumas das muitas das suas experiência da juventude, inclusive com o Benflogin (eu já havia usado uma vez; ele, muitas). Adorei ficar ali escutando tudo o que meu amigo tinha pra me falar, afinal temos nove anos de diferença. Algumas coisas mudaram bastante, mas principalmente no meio gay, não observei nenhuma diferença. Não citei o tal “meio gay” pra se referir que todo gay usa drogas. Absolutamente, mas já vou explicar.
Desde meu encontro com o amigo de POA, ficou martelando na cabeça a idéia fixa de me superdosar de novo. Fazia uns três anos que não usava nada parecido com drogas. Minha primeira e única vez foi com o medicamento pra dor de garganta, o Ben.
Surgiu o dia, surgiu a ocasião. E como a ocasião que faz o ladrão, doze comprimidinhos com algumas Skol garganta a baixo e já estava ansioso e receoso para ir a uma festa GLS aqui da cidade. Como nunca tinha estado em lugares públicos naquela “vibe” deixei aviso e distribuí tarefas para três amigos meus. Um seria responsável por não me deixar beber bebidas alcoólicas lá dentro, o que fatalmente falhou. Bebi muito, mas como o efeito do Ben demora pra vir, pra mim tava normal, sempre bebo em festas mesmo. Outro ficou responsável por guardar minha moral, não deixar eu descontrolado e me vigiando pra eu não fazer algo que me autogongue, esse teve mais sucesso. Mas só bastou ele sair de perto de mim pra eu dançar feito um liquidificador quebrado, perder o equilíbrio, girar meia pista em passos combaleantes e me chocar em outro cara que, acredito eu, agora deva me considerar o ser mais insignificante do mundo. O terceiro tinha como missão me levar pra festa, e me trazer até em casa em segurança. Infelizmente por motivos familiares não pode comparecer (será, em plena segunda-feira de carnaval?).
Lá dentro estava bom, me senti à vontade. Boate lotada, não estava calor, dançava-se confortavelmente (se não tivesse alguém se chocando contigo, hehe) e pessoas de todos os tipos, o que é muito bom. As travas batendo cabelo num canto, povo mais jovem dançando na pista, as Irenes se agilizando estrategicamente em algum lugar onde possam ver a movimentação do darkroom, bebida, música e fumaça de cigarro. Tudo que minha mãe sempre sonhou pra mim. Resumindo, beijei três. Nenhum me despertou algo que me chamasse mais a atenção. Nem por beleza, nem por glamour nem por dinheiro.
Dando um goodbye no post, finalizo dizendo que nunca mais usarei o tal do Ben, que no meu caso, pela ressaca no dia posterior (hoje, 08/032011) foi uma Bad. Até o próximo post.

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