domingo, 13 de março de 2011

A roleta

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E a roleta do prazer foi impulsionada por ele. Não, ele não tinha esse hábito de freqüentar motéis. Muito menos com mais dois homens e duas mulheres. Aquilo tudo tinha sido tramado pelos outros, e ele caiu na grande armadilha. Armadilha da loucura da juventude, da inconseqüência do álcool.
E a roleta rosa o mandava tirar a calcinha dela. Ele não tinha experiência nenhuma com isso. Ele sente atração por homens, e aquilo estava sendo uma afronta, uma pegadinha. Como poderia rejeitar; como poderia fugir daquela situação? Os outros não sabiam e não podiam saber da sua atração por homens, de toda sua história traumática da infância, de como era difícil viver escondendo uma coisa tão forte e tão importante como essas.
Mas a roleta mandava na noite. E ele sentiu aliviado por ter que tirar a calcinha dela. Sexo oral seria pior, ele agradeceu aos deuses. Enquanto já via flashs e ouvia ruídos dos três ao lado, fingiu que tinha algo pra pegar no banheiro – tentando incessantemente ficar excitado. Seria vergonhoso ter que mostrar sua virilidade e não conseguir.
Voltando do banheiro, viu ela toda nua, esperando por ser penetrada. Sinceramente, em nenhum momento da sua vida desejara aquilo. A cena que conseguiu entusiasmar seu membro foi ver os outros dois homens revezando a penetração na outra mulher. Sentiu inveja daquela, e, criando toda uma fantasia em sua mente, fechou os olhos, tomou coragem e colocou delicadamente seu membro dentro da cavidade quente dela. Foi uma questão de minutos. As cenas em sua mente estavam muito picantes. E a noite não pedia dar prazer para a mulher, e sim, fazer de conta que estava gostando daquilo.
Não satisfeita, aquela mulher, dona da roleta, montou em outro homem que estava disponível, e depois, mandou o outro homem comer ela de quatro. Não podia deixar de experimentar todos os corpos.
Ele não sabia se tinha feito certo, ou errado, simplesmente fez o que deveria ser feito. É um trabalho sujo, mas alguém teve que fazê-lo.

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